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Agricultura
orgânica
Entre as iniciativas para conduzir a técnicas de conservação do solo, o economista Álvaro Luchiezi considera que deve ser destacada a agricultura orgânica. Como investigar técnicas e coordenar ações para conceder a certificação de origem tanto para animais quanto para grãos? Usar menos agrotóxicos e mais tecnologias de irrigação, difusão da curva de nível combinada com sistemas de irrigação, tanto na produção agrícola como na pecuária. “A tendência no mercado europeu é pagar mais para os produtos certificados. No ano passado, a saca de soja normal de 60 quilos custava US$ 11. Já a saca de soja orgânica custava mais de US$ 20, compara”. O neurocirurgião Élson Montagno reforça a importância da certificação de alimentos. Trabalhando como neurocirurgião, ele constatou a necessidade de pesquisar e divulgar o assunto. “Estamos em cruzada mundial em favor do meio ambiente e da saúde. Convivemos com contaminação da água e com o excesso de agrotóxicos. Estamos com a alimentação desequilibrada”, frisa o médico. Ele aconselha a população a buscar alimentos orgânicos com certificado. São alimentos que promovem a saúde do corpo e a sustentação ambiental. “O selo é confiável, idôneo”, garante. Goiás te, 2% da área certificada, enquanto o Brasil te 1% da área certificada do mundo. O Paraná conta com o maior índice desde que o governo tomou posição porque a situação era muito grave e Goiás está em situação calamitosa, da qual precisa sair. O certificado faz o alimento ter preço diferenciado,
mas a população reconhece como vantagem e quer pagar esse
preço mais elevado, diz o médico. Há duas certificadoras
no Brasil: Instituto Biodinâmico e Associação de Agricultura
Orgânica, ambos instalados em São Paulo. São organizações
não-governamentais sem finalidade lucrativa que fazem inspeções
e análises seguindo normas internacionais para que o alimento analisado
e aprovado receba o selo orgânico. A feira de Negócios e Tecnologias Rurais busca consolidar o Centro-oeste como a região apropriada para a discussão, troca de informações e divulgação de toda a larga gama de atividades que se realizam no campo. Nesta edição a feira contou com 180 expositores
entre empresas de tecnologias rurais, sementes, fertilizantes, defensivos
e adubadores. A UFG, Embrapa, Agenciarural e Faeg também expuseram
algumas de suas novidades. A Agro Centro-Oeste contou ainda com espaço para seminários e simpósios sobre agronegócios, além do 3º Salão Internacional da Agroindústria. Paralelamente aconteceram seminários sobre pecuária leiteira, trigo no cerrado, métodos e procedimentos na fabricação de rações e suplementos. Na oportunidade, assinaram documento de parceria do governo estadual e federal com a iniciativa privada para fomentar o negócio de trigo em Goiás. Também foi anunciada a criação da Câmara Setorial do trigo, assim como aconteceu com o algodão, que é um trabalho conjunto entre as maiores entidades envolvidas no setor. |
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