ENERGIAS
RENOVÁVEIS
ABC DOS BIOCOMBUSTÍVEIS - GLOSSÁRIO PRÁTICO DE
REFERÊNCIA
Balanço energético: A diferença entre a energia
produzida por um combustível e a energia exigida para obtê-lo
por processos agrícolas, plantio, refino, e transporte.
Biocombustível: Todos os combustíveis produzidos de fontes
biológicas renováveis. Álcool (ou etanol), biomassa
e biodiesel são biocombustíveis. Os biocombustíveis
são feitos de milho, soja, linhaça, pinhão-manso,
mamona, cana-de-açúcar, óleo de palma, esgoto,
restos de comida, dejetos animais e arroz, mas não são
limitados a apenas essas fontes.
Biomassa: Material vegetal como madeira, grãos, dejeto agrícola,
e vegetação, que pode ser usado como fonte de energia.
Biomassa para líquido (BPL): O processo de converter biomassa
em combustíveis líquidos.
Butanol: Embora geralmente produzido de combustíveis fósseis,
este álcool de quatro carbonos também pode ser produzido
por fermentação bacteriana de álcool.
Combustível diesel: Um destilado de óleo combustível
historicamente derivado de petróleo para uso em motores de combustão
interna. Também pode ser derivado de plantas e fontes animais
(biodiesel).
Combustível fóssil: Um combustível derivado dos
restos de vida orgânica na Terra, geralmente é considerado
não-renovável. O uso destes combustíveis contribui
para a poluição e é amplamente considerado um fator
na mudança de clima global.
Diesel, Rudolph: Inventor alemão famoso por criar o motor diesel
que fez sua estréia na Feira Mundial de 1900. Ele pretendia inicialmente
que o motor funcionasse com combustíveis vegetais, com a esperança
que os fazendeiros poderiam cultivar suas próprias fontes de
combustível.
E85: Uma mistura de álcool que contém 85% de etanol e
15% de gasolina por volume, é o combustível alternativo
mais usado nos EUA.
Emissões: Substâncias expelidas no ar durante a combustão,
por exemplo, tudo aquilo que sai do seu carro.
Emissões de particulado: Partículas minúsculas
de um sólido ou líquido, suspensas em um gás, ou
as partículas finas de fuligem carbonada e outras moléculas
orgânicas expelidas no ar durante a combustão.
Etanol: Um combustível produzido da fermentação
de açúcares em carboidratos, derivados de cana-de-açucar,
milho e grãos, madeira, ou dejetos animais. Tem um odor perfumado
e é igual ao componente intoxicante de bebidas alcoólicas.
Gás carbônico (CO2): Um produto de combustão que
age como um gás do efeito estufa na atmosfera da Terra, acumulando
calor e contribuindo para a mudança do clima.
Glicerina: Co-produto do biodiesel, resultante do processo de transesterificação.
Metanol: Um combustível tipicamente derivado de gás natural,
mas que pode ser produzido da fermentação de açúcares
em biomassa.
Monóxido de carbono (CO): Um gás letal produzido por combustão
incompleta de combustíveis que contêm carbono em motores
de combustão interna. É incolor, inodoro, e insípido.
Motor diesel: Batizado com o nome do engenheiro alemão Rudolph
Diesel, este motor de combustão interna e ignição
por compressão funciona aquecendo combustíveis e os fazendo
entrar em ignição. Pode usar diesel ou biocombustível.
Motor de injeção direta: Um motor diesel no qual o combustível
é injetado diretamente no
cilindro. A maioria dos modelos mais novos é de "injeção
direta turbo".
Motor de injeção indireta: Um modelo mais antigo de motor
diesel no qual o combustível é injetado em uma pré-câmara,
em parte carburado, e então enviado para a câmara de injeção
de combustível.
Motor diesel Modificado / inalterado: Motores diesel tradicionais devem
ser modificados para aquecer o óleo antes de alcançar
o injetor de combustível para trabalhar com óleo vegetal
puro. Modificado, qualquer motor diesel pode funcionar com óleo
vegetal. Sem modificação, o óleo deve ser convertido
primeiro em biodiesel.
Matéria-prima: A biomassa usada na criação de um
biocombustível particular (por exemplo, milho ou cana-de-açúcar
para etanol, soja ou pinhão-manso para biodiesel).
Gaseificação: Um processo químico ou calorífico
utilizado para converter material carbonado -- carvão, petróleo,
biomassa -- em seus componentes gasosos, monóxido de carbono
e hidrogênio.
Gás para líquido (GPL): O processo de refino de gás
natural e outros hidrocarbonetos em hidrocarbonetos de cadeia longa
que podem ser usados para converter produtos gasosos em combustíveis.
Organismo geneticamente modificado (OGM): Um organismo cujo material
genético foi modificado por tecnologia recombinante de DNA, alterando
o fenótipo do organismo para cumprir especificações
desejadas.
Ponto de gel: O ponto no qual um combustível líquido esfria
até a consistência de geléia de petróleo.
Hidrocarboneto: Uma combinação química que contém
uma estrutura de carbono com átomos de hidrogênio ligados
àquela estrutura. O que nós nos referimos como petróleo
é realmente hidrocarboneto líquido, extraído geologicamente,
e hidrocarboneto geológico gasoso é o que nós conhecemos
como gás natural.
Óxidos de nitrogênio: Produtos de combustão que
contribui para a formação de fumaça e ozônio.
Óleo vegetal descartado: Óleo da frigideira mais próxima
que é filtrado (porque pedaços de batatas e peixes não
lubrificam tanto as câmaras) e usado em motores diesel modificados,
ou convertido em biodiesel pelo processo de transesterificação
e usado em qualquer carro diesel.
Óleo vegetal natural (OVN): Qualquer óleo vegetal que
não foi otimizado pelo processo de transesterificação.
Para usar este tipo de óleo vegetal em seu veículo diesel
é necessário uma modificação do motor para
aquecer o óleo antes de alcançar o injetor de combustível
-- caso contrário, o óleo vegetal gruda com tempo frio.
Basicamente, com seu veículo modificado, você poderia pegar
uma garrafa de óleo de soja da mercearia, colocar no tanque,
e sair por aí.
Selo combustível social: Conjunto de medidas específicas
para estimular a inclusão social na agricultura. Onde as empresas
produtoras de biodiesel devem comprar uma porcentagem de matéria-prima
de agricultores familiares para terem direito a participarem dos leilões
e conseguirem redução nos impostos.
Transesterificação: O processo químico no qual
um álcool reage com os triglicérides no óleo vegetal
ou gorduras animais, separando a glicerina e produzindo biodiesel.
Veículo flex-fuel: Um veículo que pode funcionar alternadamente
com duas ou mais fontes de combustível. Isto inclui carros capazes
de funcionar com gasolina e misturas de gasolina / etanol, assim como
carros que podem funcionar com gasolina e gás natural.
Viscosidade: A capacidade de um líquido fluir. Quanto mais alta
a viscosidade, mais lento os fluxos líquidos.
Site: http://www.biodieselbr.com
AGROENERGIA É DESTAQUE EM EVENTO REGIONAL
A agroenergia, fonte agrícola e de resíduos inclusive
animais, será um dos temas do I Seminário do Centro Oeste
de Energias Renováveis, que acontecerá em Goiânia,
de 26 a 27de setembro de 2007, promovido pelo Estado de Goiás
e que integra um conjunto de palestras sobre o setor.
Nada menos do que 20 dos mais renomados técnicos do Brasil discorrerão
sobre o tema, que inclui a discussão dos cenários e das
novas tecnologias da cana-de-açúcar, as opções
e vantagens de cada uma das fontes de matérias primas para a
produção de biodiesel e energias renováveis.
Indiscutivelmente, pelo menos até agora, que a cana-de-açúcar
é a melhor fonte de matéria prima para a produção
de etanol. Estudos adiantados, no entanto, apontam para o etanol proveniente
da celulose. Para a produção de biodiesel, o leque se
abre, pois há fontes de origem vegetal e também animal,
incluindo as microalgas e os dejetos agropecuários (gorduras
e sebos animais) e agroindustriais.
As pesquisas em andamento, o resultado prático, as melhores opções
para cada uma das regiões do país, a relação
custo/benefício, os cenários, as tendências, as
perspectivas e as tecnologias já disponíveis. Todas estas
e outras questões serão apresentadas e discutidas no evento
que se realizará em Goiânia.
BIODIESEL
O biodiesel é um combustível para ser utilizado nos carros
ou caminhões, feito a partir das plantas (óleos vegetais)
ou de animais (gordura animal).
Atualmente o biodiesel vendido nos postos pelo Brasil possui 2% de biodiesel
e 98% de diesel (B2). O biodiesel só pode ser usado em motores
a diesel, portanto este combustível é um substituto do
diesel.
Para se produzir biodiesel, o óleo retirado das plantas é
misturado com álcool (ou metanol) e depois estimulado por um
catalisador. O catalisador é um produto usado para provocar uma
reação química entre o óleo e o álcool.
Depois o óleo é separado da glicerina (usada na fabricação
de sabonetes) e filtrado.
Existem muitas espécies vegetais no Brasil que podem ser usadas
na produção do biodiesel, como o óleo de girassol,
o amendoim, a mamona, a soja, entre outros.
Para que você entenda melhor esse processo, veja como funciona:
As mistura entre o biodiesel e o diesel mineral é conhecida pela
letra B, mais o número que corresponde a quantidade de biodiesel
na mistura, por exemplo, se uma mistura que tem 5% de biodiesel, é
chamada B5, se tem 20% de biodiesel, é B20. Hoje nos postos em
todo o Brasil é vendido o biodiesel B2.
A utilização do biodiesel puro ainda está sendo
testada, se for usado só biodiesel (100%), sem misturar com o
diesel mineral, vai se chamar B100.
Definição Geral: Combustível natural usado em motores
diesel, produzido através de fontes renováveis, que atende
as especificações da ANP.
Definição Geral estendida: Combustível renovável
derivado de óleos vegetais, como girassol, mamona, soja, babaçu
e demais oleaginosas, ou de gorduras animais, usado em motores a diesel,
em qualquer concentração de mistura com o diesel. Produzido
através de um processo químico que remove a glicerina
do óleo.
Definição Técnica: Combustível composto
de mono-alquilésteres de ácidos graxos de cadeia longa,
derivados de óleos vegetais ou de gorduras animais e designado
B100.
Definição da legislação brasileira: Biocombustível
derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão
interna com ignição por compressão ou, conforme
regulamento, para geração de outro tipo de energia, que
possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem
fóssil.
Biodiesel é o nome de um combustível alternativo de queima
limpa, produzido de recursos domésticos, renováveis. O
Biodiesel não contem petróleo, mas pode ser adicionado
a ele formando uma mistura. Pode ser usado em um motor de ignição
a compressão (diesel) sem necessidade de modificação.
O Biodiesel é simples de ser usado, biodegradável, não
tóxico e essencialmente livre de compostos sulfurados e aromáticos.
O Biodiesel é fabricado através de um processo químico
chamado transesterificação onde a glicerina é separada
da gordura ou do óleo vegetal. O processo gera dois produtos,
ésteres ( o nome químico do biodiesel) e glicerina (produto
valorizado no mercado de sabões).
O biodiesel de qualidade deve ser produzido seguindo especificações
industrias restritas, a nível internacional tem-se a ASTM D6751.
Nos EUA, o biodiesel é o único combustível alternativo
a obter completa aprovação no Clean Air Act de 1990 e
autorizado pela Agência Ambiental Americana (EPA) para venda e
distribuição. Os óleos vegetais puros não
estão autorizados a serem utilizados como óleo combustível.
O biodiesel pode ser usado puro ou em mistura com o óleo diesel
em qualquer proporção. Tem aplicação singular
quando em mistura com o óleo diesel de ultrabaixo teor de enxofre,
porque confere a este, melhores características de lubricidade.
É visto como uma alternativa excelente o uso dos ésteres
em adição de 5 a 8% para reconstituir essa lubricidade.
Mundialmente passou-se a adotar uma nomenclatura bastante apropriada
para identificar a concentração do Biodiesel na mistura.
É o Biodiesel BXX, onde XX é a percentagem em volume do
Biodiesel à mistura. Por exemplo, o B2, B5, B20 e B100 são
combustíveis com uma concentração de 2%, 5%, 20%
e 100% de Biodiesel, respectivamente.
A experiência de utilização do biodiesel no mercado
de combustíveis tem se dado em quatro níveis de concentração:
• • Puro (B100)
• • Misturas (B20 – B30)
• • Aditivo (B5)
• • Aditivo de lubricidade (B2)
As misturas em proporções volumétricas entre 5%
e 20% são as mais usuais, sendo que para a mistura B5, não
é necessário nenhuma adaptação dos motores.
O biodiesel é perfeitamente miscível e físico quimicamente
semelhante ao óleo diesel mineral, podendo ser usado em motores
do ciclo diesel sem a necessidade de significantes ou onerosas adaptações.
Por ser biodegradável, não-tóxico e praticamente
livre de enxofre e aromáticos, é considerado um combustível
ecológico.
Como se trata de uma energia limpa, não poluente, o seu uso num
motor diesel convencional resulta, quando comparado com a queima do
diesel mineral, numa redução substancial de monóxido
de carbono e de hidrocarbonetos não queimados.
BIODIESEL - USINAS EM GOIÁS
BIOMASSA
Através da fotossíntese, as plantas capturam energia do
sol e transformam em energia química. Esta energia pode ser convertida
em eletricidade, combustível ou calor. As fontes orgânicas
que são usadas para produzir energias usando este processo são
chamadas de biomassa.
Os combustíveis mais comuns da biomassa são os resíduos
agrícolas, madeira e plantas como a cana-de-açúcar,
que são colhidos com o objetivo de produzir energia. O lixo municipal
pode ser convertido em combustível para o transporte, indústrias
e mesmo residências.
Os recursos renováveis representam cerca de 20% do suprimento
total de energia no mundo, sendo 14% proveniente de biomassa e 6% de
fonte hídrica. No Brasil, a proporção da energia
total consumida é cerca de 35% de origem hídrica e 25%
de origem em biomassa, significando que os recursos renováveis
suprem algo em torno de 2/3 dos requisitos energéticos do País.
Em condições favoráveis a biomassa pode contribuir
de maneira significante para com a produção de energia
elétrica. O pesquisador Hall, através de seus trabalhos,
estima que com a recuperação de um terço dos resíduos
disponíveis seria possível o atendimento de 10% do consumo
elétrico mundial e que com um programa de plantio de 100 milhões
de hectares de culturas especialmente para esta atividade seria possível
atender 30% do consumo.
A produção de energia elétrica a partir da biomassa,
atualmente, é muito defendida como uma alternativa importante
para países em desenvolvimento e também outros países.
Programas nacionais começaram a ser desenvolvidos visando o incremento
da eficiência de sistemas para a combustão, gaseificação
e pirólise da biomassa. Segundo pesquisadores, entre os programas
nacionais bem sucedidos no mundo citam-se:
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CÉLULA COMBUSTÍVEL
Célula a combustível (Fuel Cells) é uma tecnologia
que utiliza o hidrogênio e o oxigênio para gerar eletricidade
com alta eficiência, e também vapor d’água
quente resultante do processo químico na célula a combustível.
A importância da célula está na sua alta eficiência
e na ausência de emissão de poluentes quando se utiliza
o hidrogênio puro, além de ser silenciosa.
O seu principal combustível, o hidrogênio, pode ser obtido
a partir de diversas fontes renováveis e também a partir
de recursos fósseis, mas com muito menor impacto ambiental. Será
em breve uma solução para a geração de energia
no próprio local de consumo, desde uma indústria, residência,
centros comerciais, além de sua utilização em automóveis,
aviões, motos, ônibus e equipamentos portáteis,
tal como o telefone celular e os laptops.
Pesquisas de desenvolvimento de CaCs estão sendo realizadas em
todo o mundo por empresas de energia, montadoras de automóveis,
fabricantes de equipamentos eletrônicos, universidades e centros
de pesquisa especializados em energia alternativa, com o objetivo de
diminuir os custos, as dimensões, aumentar a eficiência
dos equipamentos e, para muitos países, diminuir a dependência
de combustíveis fósseis, como o petróleo, assim
como a dependência dos países do Oriente Médio,
região com grande concentração e produção
de petróleo e de instabilidades políticas, religiosas,
econômicas e sociais.
No contexto internacional, verifica-se a adoção de ações
visando ampliar o aproveitamento de energias renováveis com uma
progressiva redução no uso dos combustíveis fósseis,
reestruturando a produção, a distribuição,
o uso da energia e incorporando novas tecnologias. Neste cenário,
o papel do hidrogênio será fundamental.
Célula a Combustível de Óxido
Sólido da GlobalThermoelectric.
Já foram investidos mais de dois bilhões de dólares
pelas grandes indústrias automobilísticas no desenvolvimento
de automóveis - carros, caminhões e ônibus - movidos
por CaCs, prevendo-se a produção em massa para a nova
geração de veículos movida a hidrogênio ainda
no final desta década. A General Motors espera produzir até
o ano de 2020, um milhão de automóveis a célula
a combustível. Dentro de sete anos, será um mercado de
10 bilhões de dólares anuais.
Segundo o departamento de energia dos EUA, se o país utilizasse,
em 10% da sua frota, veículos movidos por células a combustível,
a economia em petróleo seria de 800.000 barris por dia. Esta
quantia equivale a 13% das importações de petróleo
deste país em 2003.
Há, portanto, um movimento em favor de uma economia baseada no
hidrogênio, e não mais no petróleo. Uma nova infra-estrutura
de armazenamento, distribuição e uso da energia deverá
surgir como forma de distanciar o mundo de um regime energético
baseado em combustíveis fósseis, limitando as emissões
de CO2 a apenas duas vezes o nível pré-industrial, minimizando
os efeitos do aquecimento global na biosfera do Planeta.
ENERGIA EÓLICA
A energia eólica é a energia obtida pelo movimento do
ar (vento). É uma abundante fonte de energia, renovável,
limpa e disponível em todos os lugares.
Os moinhos de vento foram inventados na Pérsia no séc.
V. Eles foram usados para bombear água para irrigação.
Os mecanismos básicos de um moinho de vento não mudaram
desde então: o vento atinge uma hélice que ao movimentar-se
gira um eixo que impulsiona uma bomba (gerador de eletricidade).
A energia dos ventos é uma abundante fonte de energia renovável,
limpa e disponível em todos os lugares. A utilização
desta fonte energética para a geração de eletricidade,
em escala comercial, teve início há pouco mais de 30 anos
e através de conhecimentos da indústria aeronáutica
os equipamentos para geração eólica evoluíram
rapidamente em termos de idéias e conceitos preliminares para
produtos de alta tecnologia. No início da década de 70,
com a crise mundial do petróleo, houve um grande interesse de
países europeus e dos Estados Unidos em desenvolver equipamentos
para produção de eletricidade que ajudassem a diminuir
a dependência do petróleo e carvão. Mais de 50.000
novos empregos foram criados e uma sólida indústria de
componentes e equipamentos foi desenvolvida. Atualmente, a indústria
de turbinas eólicas vem acumulando crescimentos anuais acima
de 30% e movimentando cerca de 2 bilhões de dólares em
vendas por ano (1999).
Existem, atualmente, mais de 30.000 turbinas eólicas de grande
porte em operação no mundo, com capacidade instalada da
ordem de 13.500 MW. No âmbito do Comitê Internacional de
Mudanças Climáticas, está sendo projetada a instalação
de 30.000 MW, por volta do ano 2030, podendo tal projeção
ser estendida em função da perspectiva de venda dos "Certificados
de Carbono".
Na Dinamarca, a contribuição da energia eólica
é de 12% da energia elétrica total produzida; no norte
da Alemanha (região de Schleswig Holstein) a contribuição
eólica já passou de 16%; e a União Européia
tem como meta gerar 10% de toda eletricidade a partir do vento até
2030.
No Brasil, embora o aproveitamento dos recursos eólicos tenha
sido feito tradicionalmente com a utilização de cata-ventos
multipás para bombeamento d"água, algumas medidas
precisas de vento, realizadas recentemente em diversos pontos do território
nacional, indicam a existência de um imenso potencial eólico
ainda não explorado.
Grande atenção tem sido dirigida para o Estado do Ceará
por este ter sido um dos primeiros locais a realizar um programa de
levantamento do potencial eólico através de medidas de
vento com modernos anemógrafos computadorizados. Entretanto,
não foi apenas na costa do Nordeste que áreas de grande
potencial eólico foram identificadas. Em Minas Gerais, por exemplo,
uma central eólica está em funcionamento, desde 1994,
em um local (afastado mais de 1000 km da costa) com excelentes condições
de vento.
A capacidade instalada no Brasil é de 20,3 MW, com turbinas eólicas
de médio e grande portes conectadas à rede elétrica.
Além disso, existem dezenas de turbinas eólicas de pequeno
porte funcionando em locais isolados da rede convencional para aplicações
diversas - bombeamento, carregamento de baterias, telecomunicações
e eletrificação rural.
Sites Relacionados: http://www.eolica.com.br - http://www.ambientebrasil.com.br
ENERGIA GEOTÉRMICA
A energia geotérmica existe desde que o nosso planeta foi criado.
Geo significa terra e térmica está ligada a quantidade
de calor. Abaixo da crosta terrestre constitue-se uma rocha líquida,
o magma. A crosta terrestre flutua nesse magma, que por vezes atinge
a superfície através de um vulcão ou de uma fenda.
Os vulcões, as fontes termais e as fumarolas são manifestações
conhecidas desta fonte de energia. O calor da terra pode ser aproveitado
para usos diretos, como o aquecimento de edifícios e estufas
ou para a produção de eletricidade em centrais geotérmicas.
Em Portugal, existem alguns aproveitamentos diretos, como o caso da
Central Geotérmica em São Miguel (Açores).
Origem: A água contida nos reservatórios subterrâneos
pode aquecer ou mesmo ferver quando em contato com o magma. Existem
locais onde a água quente sobe até a superfície
terrestre, formando pequenos lagos. A água é utilizada
para aquecer prédios, casas, piscinas no inverno, e até
para produzir eletricidade. Em alguns lugares do planeta, existe tanto
vapor e água quente que é possível produzir energia
elétrica. A temperatura da água quente pode ser maior
que 2000 C.
Abrem-se buracos fundos no chão até chegar aos reservatórios
de água e vapor, estes são drenados até a superfície
por meio de tubos e canos apropriados. Através desses tubos o
vapor é conduzido até a central elétrica geotérmica.
Tal como uma central elétrica normal, o vapor faz girar as lâminas
da turbina como uma ventoinha. A energia mecânica da turbina é
transformada em energia elétrica através de um gerador.
A diferença dessas centrais elétricas é que não
é necessário queimar um combustível para produzir
eletricidade. Após passar pela turbina, o vapor é conduzido
para um tanque onde será resfriado. A água que se forma
será novamente canalizada para o reservatório onde será
naturalmente aquecida pelas rochas quentes.
Saiba mais: http://www.ambientebrasil.com.br
ENERGIA HÍDRICA / ELÉTRICA
É a energia proveniente do movimento das águas. Ela é
produzida por meio do aproveitamento do potencial hidráulico
existente num rio, utilizando desníveis naturais, como quedas
de água, ou artificiais, produzidos pelo desvio do curso original
do rio.
Origem: Normalmente constroem-se diques que represam o curso da água,
acumulando-a num reservatório a que se chama barragem. Esse tipo
de usina hidráulica é denominado Usina com Reservatório
de Acumulação. Em outros casos, existem diques que não
param o curso natural da água, mas a obrigam a passar pela turbina
de forma a produzir eletricidade, denominando-se Usinas a Fio de Água.
Quando se abrem as comportas da barragem, a água presa passa
pelas lâminas da turbina fazendo-a girar. A partir do movimento
de rotação da turbina o processo repete-se, ou seja, o
gerador ligado à turbina transforma a energia mecânica
em eletricidade.
A energia elétrica gerada é levada através de cabos
ou barras condutoras dos terminais do gerador até o transformador
elevador, onde tem sua tensão (voltagem) elevada para adequada
condução, através de linhas de transmissão,
até os centros de consumo. Desta forma, através de transformadores
abaixadores, a energia tem sua tensão levada a níveis
adequados para o consumo.
Saiba mais: http://www.ambientebrasil.com.br
ENERGIA MAREOMOTRIZ
As ondas do mar possuem energia cinética devido ao movimento
da água e energia potencial devido à sua altura. Energia
elétrica pode ser obtida se for utilizado o movimento oscilatório
das ondas. O aproveitamento é feito nos dois sentidos: na maré
alta a água enche o reservatório, passando através
da turbina, e produzindo energia elétrica, na maré baixa
a água esvazia o reservatório, passando novamente através
da turbina, agora em sentido contrário ao do enchimento, e produzindo
energia elétrica.
A desvantagem de se utilizar este processo na obtenção
de energia é que o fornecimento não é contínuo
e apresenta baixo rendimento. As centrais são equipadas com conjuntos
de turbinas bolbo, totalmente imersas na água. A água
é turbinada durante os dois sentidos da maré, sendo de
grande vantagem a posição variável das pás
para este efeito. No entanto existem problemas na utilização
de centrais de energia das ondas, que requerem cuidados especiais: as
instalações não podem interferir com a navegação
e têm que ser robustas para poder resistir às tempestades
mas ser suficientemente sensíveis para ser possível obter
energia de ondas de amplitudes variáveis. Esta energia é
proveniente das ondas do mar. O aproveitamento energético das
marés é obtido através de um reservatório
formado junto ao mar, através da construção de
uma barragem, contendo uma turbina e um gerador.
A maioria das instalações de Centrais de energia das ondas
existentes são de potência reduzida, situando-se no alto
mar ou junto à costa, e para fornecimento de energia elétrica
a faróis isolados ou carregamento de baterias de bóias
de sinalização. As instalações de centrais
de potência média apenas têm interesse econômico
em casos especiais de geometria da costa. O número de locais
no mundo em que esta situação ocorre é reduzido.
As marés são o resultado da combinação de
forças produzidas pela atração do sol e da lua
e do movimento de rotação da Terra leva à subida
e descida da água dos oceanos e mares: as marés. Os movimentos
verticais da água dos oceanos, associados à subida e descida
das marés é acompanhado num movimento horizontal, denominado
por correntes das marés. Estas correntes têm uma periodicidade
idêntica à das oscilações verticais. Efeitos
das zonas terrestres (bacias hidrográficas e baías, estreitos
e canais) provocam restrições a estes movimentos periódicos
podendo daí resultar elevadas amplitudes ou elevadas velocidades
da corrente da maré.
Nos países como a França, o Japão e a Inglaterra
este tipo de energia gera eletricidade. No Brasil, temos cidades com
grandes amplitudes de marés, como São Luís - Baía
de São Marcos, no Maranhão - com 6,8 metros e em Tutóia
com 5,6 metros. Mas nestas regiões, infelizmente, a topografia
do litoral não favorece a construção econômica
de reservatórios, o que impede seu aproveitamento.
ENERGIA SOLAR
O sol é fonte de energia renovável, o aproveitamento desta
energia tanto como fonte de calor quanto de luz, é uma das alternativas
energéticas mais promissoras para enfrentarmos os desafios do
novo milênio.
A energia solar é abundante e permanente, renovável a
cada dia, não polui e nem prejudica o ecossistema. A energia
solar é a solução ideal para áreas afastadas
e ainda não eletrificadas, especialmente num país como
o Brasil onde se encontram bons índices de insolação
em qualquer parte do território.
A Energia Solar soma características vantajosamente positivas
para o sistema ambiental, pois o Sol, trabalhando como um imenso reator
à fusão irradia na terra todos os dias um potencial energético
extremamente elevado e incomparável a qualquer outro sistema
de energia, sendo a fonte básica e indispensável para
praticamente todas as fontes energéticas utilizadas pelo homem.
O Sol irradia anualmente o equivalente a 10.000 vezes a energia consumida
pela população mundial neste mesmo período. Para
medir a potência é usada uma unidade chamada quilowatt.
O Sol produz continuamente 390 sextilhões (390x1021) de quilowatts
de potência. Como o Sol emite energia em todas as direções,
um pouco desta energia é desprendida, mas mesmo assim, a Terra
recebe mais de 1.500 quatrilhões (1,5x1018) de quilowatts-hora
de potência por ano.
A energia solar é importante na preservação do
meio ambiente, pois tem muitas vantagens sobre as outras formas de obtenção
de energia, como: não ser poluente, não influir no efeito
estufa, não precisar de turbinas ou geradores para a produção
de energia elétrica, mas tem como desvantagem a exigência
de altos investimentos para o seu aproveitamento. Para cada um metro
quadrado de coletor solar instalado evita-se a inundação
de 56 metros quadrados de terras férteis, na construção
de novas usinas hidrelétricas. Uma parte do milionésimo
de energia solar que nosso país recebe durante o ano poderia
nos dar 1 suprimento de energia equivalente a:
*54% do petróleo nacional
*2 vezes a energia obtida com o carvão mineral
*4 vezes a energia gerada no mesmo período por uma usina hidrelétrica.
Energia Solar Fototérmica: Está diretamente
ligado na quantidade de energia que um determinado corpo é capaz
de absorver, sob a forma de calor, a partir da radiação
solar incidente no mesmo. A utilização dessa forma de
energia implica saber captá-la e armazená-la. Os coletores
solares são equipamentos que tem como objetivo específico
de se utilizar a energia solar fototérmica.
Os coletores solares são aquecedores de fluídos (líquidos
ou gasosos) e são classificados em coletores concentradores e
coletores planos em função da existência ou não
de dispositivos de concentração da radiação
solar. O fluído aquecido é mantido em reservatórios
termicamente isolados até o seu uso final (água aquecida
para banho, ar quente para secagem de grãos, gases para acionamento
de turbinas, etc.).
Os coletores solares planos são largamente utilizados para aquecimento
de água em residências, hospitais, hotéis etc. devido
ao conforto proporcionado e à redução do consumo
de energia elétrica.
Arquitetura Bioclimática: A Arquitetura Bioclimática
é o estudo que visa harmonizar as concentrações
ao clima e características locais, pensando no homem que habitará
ou trabalhará nelas, e tirando partido da energia solar, através
de correntes convectivas naturais e de micro climas criados por vegetação
apropriada. É a adoção de soluções
arquitetônicas e urbanísticas adaptadas às condições
específicas (clima e hábitos de consumo) de cada lugar,
utilizando a energia que pode ser diretamente obtida das condições
locais.
Beneficia-se da luz e do calor provenientes da radiação
solar incidente. A intenção do uso da luz solar, que implica
em redução do consumo de energia para iluminação,
condiciona o projeto arquitetônico quanto à sua orientação
espacial, quanto às dimensões de abertura das janelas
e transparência na cobertura das mesmas. A intenção
de aproveitamento do calor provenientes do sol implica seleção
do material adequado (isolante ou não conforme as condições
climáticas) para paredes, vedações e coberturas
superiores, e orientação espacial, entre outros fatores.
A arquitetura bioclimática não se restringe a características
arquitetônicas adequadas. Preocupa-se, também, com o desenvolvimento
de equipamentos e sistemas que são necessários ao uso
da edificação (aquecimento de água, circulação
de ar e de água, iluminação, conservação
de alimentos entre outros) e com o uso de materiais de conteúdo
energético tão baixo quanto possível.
Energia Solar Fotovoltaica: A Energia Solar Fotovoltaica
é a energia da conversão direta da luz em eletricidade
(Efeito Fotovoltaico). O efeito fotovoltaico é o aparecimento
de uma diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de
material semicondutor, produzida pela absorção da luz.
A célula fotovoltaica é a unidade fundamental do processo
de conversão.
Atualmente o custo das células solares é um grande desafio
para a indústria e o principal empecilho para a difusão
dos sistemas fotovoltaicos em larga escala. A tecnologia fotovoltaica
está se tornando cada vez mais competitiva, tanto porque seus
custos estão decrescendo, quanto porque a avaliação
dos custos das outras formas de geração está se
tornando mais real, levando em conta fatores que eram anteriormente
ignorados, como a questão dos impactos ambientais.
O atendimento de comunidades isoladas tem impulsionado a busca e o desenvolvimento
de fontes renováveis de energia. No Brasil, por exemplo, 15%
da população não possuem acesso à energia
elétrica. Coincidentemente, esta parcela da população
vive em regiões onde o atendimento por meio da expansão
do sistema elétrico convencional é economicamente inviável.
Trata-se de núcleos populacionais esparsos e pouco densos, típicos
das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
No Brasil a geração de energia elétrica por conversão
fotovoltaica teve um impulso notável, através de projetos
privados e governamentais, atraindo interesse de fabricantes pelo mercado
brasileiro. A quantidade de radiação incidente no Brasil
é outro fator muito significativo para o aproveitamento da energia
solar.
ETANOL
É o mais comum dos álcoois e caracteriza-se por ser um
composto orgânico, obtido através da fermentação
de substâncias amiláceas ou açucaradas, como a sacarose
existente no caldo-de-cana, e também mediante a processos sintéticos.
É um líquido incolor, volátil, inflamável,
solúvel em água, com cheiro e sabor característicos.
Segundo algumas pesquisas, pode ser produzido através de biomassa
(resíduos agrícolas e florestais).
Origem: A cultura da cana-de-açúcar parece ter tido origem
na Nova Guiné, onde através de migrações
antigas, expandiu-se para as Ilhas Solomon, Novas Hébridas e
Nova Caledônia, Indonésia, Filipinas e Norte da Índia.
Mais tarde, Alexandre, o Grande, levou-a para a Europa e depois transportada
para o continente Americano.Primeiramente o álcool etílico
foi utilizado para a fabricação de bebidas alcoólicas.
O álcool etílico é utilizado como combustível
desde o nascimento dos automóveis, na tentativa de adaptar os
motores recém inventados para a utilização do etanol.
Desde então e até nos dias de hoje, o uso do etanol em
veículos automotores tem sido um considerável avanço.
PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS - PCH
Como o próprio nome indica, uma Pequena Central Hidrelétrica
(PCH) é uma usina hidrelétrica convencional, só
que de pequeno porte. Enquanto Itaipú tem uma potência
instalada de 12.600 MW, as PCH"s não passam de 30 MW.
O funcionamento é o mesmo: a força da água gira
pás de turbinas que, ligadas à geradores, geram eletricidade.
A diferença é que enquanto as grandes usinas se baseiam
no represamento de rios, formando grandes lagos, as PCH"s operam
em "fios d"água", podendo ser instaladas em uma
grande variedade de locais.
Já contanto com profissionais qualificados e com indústrias
tecnicamente adequadas para desenvolvê-las, as PCH são
apontadas como uma das principais energias alternativas a se expandirem
no Brasil. Isso porque o país, que em 2005 obteve 77,1% da sua
energia elétrica a partir da força das águas, pode
aproveitar ainda mais esse potencial com o uso de PCH"s.
Por outro lado, por não ter grandes reservatórios, as
PCH"s têm sua eficiência prejudicada pela variação
do volume d"água, encarecendo a produção.
Mas essa desvantagem traz um benefício ambiental: não
criar lagos gigantescos significa também uma grande preservação
do meio ambiente.
Somente Itaipú alagou uma área de 1.350 quilômetros
quadrados, destruindo as conhecidas Sete Quedas do Iguaçu, um
patrimônio natural. Já a usina de Tucuruí, no Amazonas,
colocou 2.430 quilômetros quadrados de floresta Amazônica
debaixo d"água, uma área equivalente a 607 campos
de futebol.
As mais novas usinas hidrelétricas do Brasil têm apresentado
uma relação área alagada/capacidade energética
cada vez menor, e as PCH"s surgem como uma alternativa ambientalmente
adequada. Os lagos criados pelas pequenas centrais não ultrapassam
3 km².
Apesar de, por definição, terem uma potência inferior
a 30 MW, as PCH têm ganho destaque pela possibilidade de explorarem
o imenso potencial hidrelétrico do país com danos ambientais
reduzidos. A grande diferença é que ao contrário
das grandes usinas, a área alagada é muito menor, sendo
inferior a 3 km².
RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
O colapso do saneamento ambiental no Brasil chegou a níveis insuportáveis.
A falta de água potável e de esgotamento sanitário
é responsável, hoje, por 80% das doenças e 65%
das internações hospitalares. Além disso, 90% dos
esgotos domésticos e industriais são despejados sem qualquer
tratamento nos mananciais de água. Os lixões, muitos deles
situados às margens de rios e lagoas, são outro foco de
problemas. O debate sobre o tratamento e a disposição
de resíduos sólidos urbanos ainda é negligenciado
pelo Poder Público.
Lixo é todo e qualquer resíduo sólido resultante
das atividades diárias do homem em sociedade. Pode encontrar-se
nos estados sólido, líquido e gasoso. Como exemplo de
lixo temos as sobras de alimentos, embalagens, papéis, plásticos
e outros.
A definição de LIXO como material inservível e
não aproveitável é, na atualidade, com o crescimento
da indústria da reciclagem, considerada relativa, pois um resíduo
poderá ser inútil para algumas pessoas e, ao mesmo tempo,
considerado como aproveitável para outras.
CLASSIFICAÇÃO
Segundo o critério de origem e produção,
o lixo pode ser classificado da seguinte maneira:
• Doméstico: gerado basicamente em residências;
• Comercial: gerado pelo setor comercial e de serviços;
• Industrial: gerado por indústrias (classe I, II e III);
• Hospitalares: gerado por hospitais, farmácias, clínicas,
etc.;
• Especial: podas de jardins, entulhos de construções
e animais mortos.
De acordo com a composição química, o lixo pode
ser classificado em duas categorias:
• Orgânico
• Inorgânico.
DESTINO DO LIXO
Resíduo Descartado Sem Tratamento:
Caso o lixo não tenha um tratamento adequado, ele acarretará
sérios danos ao meio ambiente:
1º - POLUIÇÃO DO SOLO: alterando suas características
físico-químicas, representará uma séria
ameaça à saúde pública tornando-se ambiente
propício ao desenvolvimento de transmissores de doenças,
além do visual degradante associado aos montes de lixo.
2º - POLUIÇÃO DA ÁGUA: alterando as características
do ambiente aquático, através da percolação
do líquido gerado pela decomposição da matéria
orgânica presente no lixo, associado com as águas pluviais
e nascentes existentes nos locais de descarga dos resíduos.
3º - POLUIÇÃO DO AR: provocando formação
de gases naturais na massa de lixo, pela decomposição
dos resíduos com e sem a presença de oxigênio no
meio, originando riscos de migração de gás, explosões
e até de doenças respiratórias, se em contato direto
com os mesmos.
Resíduo descartado com tratamento:
A destinação final e o tratamento do lixo podem ser realizados
através dos seguintes métodos:
• Aterros sanitários (disposição no solo
de resíduos domiciliares);
• Reciclagem energética (incineração ou queima
de resíduos perigosos, com
reaproveitamento e transformação da energia gerada);
• Reciclagem orgânica (compostagem da matéria orgânica);
• Reciclagem industrial (reaproveitamento e transformação
dos materiais
recicláveis);
• Esterilização a vapor e desinfecção
por microondas (tratamento dos resíduos
patogênicos, sépticos, hospitalares).
OBS.-Programas educativos ou processos industriais que tenham como objetivo
a redução da quantidade de lixo produzido, também
podem ser considerados como formas de tratamento.
ATERROS SANITÁRIOS
Esclarecemos inicialmente que existe uma enorme diferença
operacional, com reflexos ambientais imediatos, entre Lixão e
Aterro Sanitário.
O Lixão representa o que há de mais primitivo em termos
de disposição final de resíduos. Todo o lixão
coletado é transportado para um local afastado e descarregado
diretamente no solo, sem tratamento algum.
Assim, todos os efeitos negativos para a população e para
o meio ambiente, vistos anteriormente, se manifestarão. Infelizmente,
é dessa forma que a maioria das cidades brasileiras ainda "trata"
os seus resíduos sólidos domiciliares.
O Aterro Sanitário é um tratamento baseado em técnicas
sanitárias (impermeabilização do solo/compactação
e cobertura diária das células de lixo/coleta e tratamento
de gases/coleta e tratamento do chorume), entre outros procedimentos
técnico-operacionais responsáveis em evitar os aspectos
negativos da deposição final do lixo, ou seja, proliferação
de ratos e moscas, exalação do mau cheiro, contaminação
dos lençóis freáticos, surgimento de doenças
e o transtorno do visual desolador por um local com toneladas de lixo
amontoado.
Entretanto, apesar das vantagens, este método enfrenta limitações
por causa do crescimento das cidades, associado ao aumento da quantidade
de lixo produzido.
O sistema de aterro sanitário precisa ser associado à
coleta seletiva de lixo e à reciclagem, o que permitirá
que sua vida útil seja bastante prolongada, além do aspecto
altamente positivo de se implantar uma educação ambiental
com resultado promissores na comunidade, desenvolvendo coletivamente
uma consciência ecológica, cujo resultado é sempre
uma maior participação da população na defesa
e preservação do meio ambiente.
As áreas destinadas para implantação de aterros
têm uma vida útil limitada e novas áreas são
cada vez mais difíceis de serem encontradas próximas aos
centros urbanos. Aperfeiçoam-se os critérios e requisitos
analisados nas aprovações dos Estudos de Impacto Ambiental
pelos órgãos de controle do meio ambiente; além
do fato de que os gastos com a sua operação se elevam,
com o seu distanciamento.
Devido a suas desvantagens, a instalação de Aterros Sanitários
deve planejada sempre associada à implantação da
coletiva seletiva e de uma indústria de reciclagem, que ganha
cada vez mais força.
COMPOSTAGEM
A compostagem é uma forma de tratamento biológico
da parcela orgânica do lixo, permitindo uma redução
de volume dos resíduos e a transformação destes
em composto a ser utilizado na agricultura, como recondicionante do
solo. Trata-se de uma técnica importante em razão da composição
do lixo urbano do Brasil.
Pode enfrentar dificuldades de comercialização dos compostos
em razão do comprometimento dos mesmos por contaminantes, tais
como metais pesados existentes no lixo urbano, e possíveis aspectos
negativos de cheiro no pátio de cura.
INCINERAÇÃO
Este tratamento é baseado na combustão
(queima) do lixo.
É um processo que demanda custos bastante elevados e a necessidade
de um super e rigoroso controle da emissão de gases poluentes
gerados pela combustão.
O sistema de incineração do lixo vem sendo abandonado,
pois além das despesas extraordinárias com a sua implantação
e monitoramento da poluição gerada, implica também
em relegar para segundo plano a coleta seletiva e a reciclagem, que
são processos altamente educativos.
Não fossem essas desvantagens, a incineração seria
um tratamento adequado para resíduos sólidos de alta periculosidade,
como o lixo hospitalar, permitindo reduzir significativamente o volume
do lixo tratado e não necessitar de grandes áreas quando
comparada aos aterros sanitários; além da possibilidade
do aproveitamento da energia gerada na combustão.
A corrida desenfreada na produção de bens de consumo pelo
ser humano associada à escassez de recursos não-renováveis
e contaminação do meio ambiente, leva-o a ser o maior
predador do universo.
Este problema tem despertado no ser humano o pensar mais profundamente
sobre a reciclagem e reutilização de produtos que simplesmente
seriam considerados inservíveis.
A reciclagem e a reutilização estão sendo vistas
como duas importantes alternativas para a redução de quantidade
de lixo no futuro, criando com isso bons hábitos de preservação
do meio ambiente. O que nos leva a economizar matéria-prima e
energia.
Em países desenvolvidos, como o Japão,
a reciclagem e reutilização já vem sendo incentivadas
e realizadas há vários anos, com resultados positivos.
No Brasil já temos grupos que estão atentos
aos problemas mencionados e buscando alternativas para resolvê-los.
Indústrias nacionais e subsidiárias estrangeiras já
iniciaram programas de substituição de embalagens descartáveis,
dando lugar e materiais recicláveis. As prefeituras das cidades
de São Paulo e Curitiba já iniciaram programas de coleta
seletiva do lixo contando para isto, com o apoio da população
que já está sensível a estas questões.
Mesmo que a prefeitura de sua cidade não tenha
instituído a coleta de lixo seletiva, separe em 2 recipientes:
os recicláveis (papel, jornal, plástico, vidros, ETC.)
e os que não são.
OS 3 Rs PARA CONTROLE DO LIXO
Os 3Rs para controle do lixo são REDUZIR, REUTILIZAR
e RECICLAR. Reduzindo e reutilizando se evitará que maior quantidade
de produtos se transformem em lixo. Reciclando se prolonga a utilidade
de recursos naturais, além de reduzir o volume de lixo.
EXEMPLOS:
a) Cacos de vidros são usados na fabricação de
novos vidros, o que permite a economia de energia.
b) O reaproveitamento do plástico ajuda a poupar petróleo
e, portanto, dinheiro.
c) Reciclar Papel, além da economia, significa menos árvores
derrubadas.
REDUZIR:
Reduzir o lixo em nossas casas, implica em reduzir
o consumo de tudo o que não nos é realmente necessário.
Isto significa rejeitar produtos com embalagens plásticas e isopor,
preferindo as de papelão que são recicláveis, que
não poluem o ambiente e desperdiçam menos energia.
REUTILIZAR:
Reutilizar significa usar um produto de várias
maneiras. Como exemplos :
a) reutilizar depósitos de plásticos ou vidro para outros
fins, como plantar, fazer brinquedos;
b) reutilizar envelopes, colocando etiquetas adesivas sobre o endereço
do remetente e destinatário;
c) aproveitar folhas de papel rasuradas para anotar telefones, lembretes,
recados;
d) instituir a Feira de Trocas para reciclar, aproveitando ao máximo
os bens de consumo, como: roupas, discos, calçados, móveis.
RECICLAR:
Reciclar é uma maneira de lidar com o lixo de
forma a reduzir e reusar. Este processo consiste em fazer coisas novas
a partir de coisas usadas. A reciclagem reduz o volume do lixo, o que
contribui para diminuir a poluição e a contaminação,
bem como na recuperação natural do meio ambiente, assim
como economiza os materiais e a energia usada para fabricação
de outros produtos.
Três setas compõem o símbolo da
Reciclagem, cada uma representa um grupo de pessoas que são indispensáveis
para garantir que a reciclagem ocorra. A primeira seta representa os
produtores, as empresas que fazem o produto. Eles vendem o produto para
o consumidor, que representa a segunda seta. Após o produto ser
usado ele pode ser reciclado. A terceira seta representa as companhias
de reciclagem que coletam os produtos recicláveis e através
do mercado, vendem de volta o material usado para o produtor transformá-lo
em novo
produto.
GESTÃO E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
Um dos maiores problemas enfrentados por uma administração,
seja ela, pública ou privada, é o dos resíduos,
o qual é produzido por diversas atividades humanas e gera problemas
políticos, sociais, econômicos, ambientais e de saúde
No gerenciamento de resíduos sólidos existem muitas variáveis
envolvidas, que dificultam a tomada de decisões para implantação
de políticas públicas direcionadas aos resíduos.
Entende-se como gestão de resíduos sólidos, todas
as normas e leis relacionadas a estes. Dentro do gerenciamento, destacam-se
as questões de responsabilidade e o envolvimento dos setores
da sociedade em relação à geração
de resíduos. O gerenciamento de resíduos está associado
às medidas de prevenção e correção
dos problemas, vislumbrando a preservação dos recursos
naturais, a economia de insumos e energia e a minimização
da poluição ambiental.
A própria definição de resíduos sólidos,
publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas,
através da NBR (10.004), dimensiona a complexidade e a diversidade
de setores que envolvem a questão dos resíduos. Esta norma
define resíduos sólidos como “aqueles resíduos
nos estados sólido ou semi-sólido, que resultam de atividades
da comunidade de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial,
agrícola e de varrição...”
Especificamente sobre resíduos sólidos urbanos (que incluem
as atividades domésticas e comerciais) o Brasil possui tecnologias
compatíveis com países do primeiro mundo que poderiam
ser implementadas. No entanto, a ausência de políticas
públicas e a ineficácia dos instrumentos legais têm
colaborado para a precariedade do setor.
Nota-se, no entanto, que a questão é tratada de forma
bastante diferenciada pelas regiões do país, em algumas,
o gerenciamento de resíduos resume-se a coleta e disposição
em lixões a céu aberto.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com relação aos aspectos regulatórios,
pode-se concluir que a legislação brasileira ainda é
bastante genérica e dispersa, e às vezes, impraticável
devido á falta de instrumentos adequados ou de recursos que viabilizam
sua implementação. Faltam definições políticas
e diretrizes que integram os três níveis de governo (federal,
estadual e municipal). Devido à importância dessa questão,
é necessário e urgente que se institua a Política
Nacional de Resíduos Sólidos, que está em trâmite
no Congresso Nacional desde 1991. Somente assim, criando-se uma política
que defina, claramente, diretrizes, arranjos institucionais e sistematizando
a articulação entre instrumentos regulatórios e
financeiros é que se poderá, de fato, garantir a eficácia
neste campo, trazendo benefícios à população
e, em muitos casos, contribuindo para o mix de energia do país
através da geração energética a partir do
lixo.
Saiba mais:
http://www.ecolnews.com.br/lixo.htm
http://www.cempre.org.br
http://www.revistasustentabilidade.com.br/sustentabilidade/artigos/gestao-e-gerenciamento-de-residuos-solidos-urbanos-no-brasil