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ENERGIAS RENOVÁVEIS


ABC DOS BIOCOMBUSTÍVEIS - GLOSSÁRIO PRÁTICO DE REFERÊNCIA
Balanço energético: A diferença entre a energia produzida por um combustível e a energia exigida para obtê-lo por processos agrícolas, plantio, refino, e transporte.
Biocombustível: Todos os combustíveis produzidos de fontes biológicas renováveis. Álcool (ou etanol), biomassa e biodiesel são biocombustíveis. Os biocombustíveis são feitos de milho, soja, linhaça, pinhão-manso, mamona, cana-de-açúcar, óleo de palma, esgoto, restos de comida, dejetos animais e arroz, mas não são limitados a apenas essas fontes.
Biomassa: Material vegetal como madeira, grãos, dejeto agrícola, e vegetação, que pode ser usado como fonte de energia.
Biomassa para líquido (BPL): O processo de converter biomassa em combustíveis líquidos.
Butanol: Embora geralmente produzido de combustíveis fósseis, este álcool de quatro carbonos também pode ser produzido por fermentação bacteriana de álcool.
Combustível diesel: Um destilado de óleo combustível historicamente derivado de petróleo para uso em motores de combustão interna. Também pode ser derivado de plantas e fontes animais (biodiesel).
Combustível fóssil: Um combustível derivado dos restos de vida orgânica na Terra, geralmente é considerado não-renovável. O uso destes combustíveis contribui para a poluição e é amplamente considerado um fator na mudança de clima global.
Diesel, Rudolph: Inventor alemão famoso por criar o motor diesel que fez sua estréia na Feira Mundial de 1900. Ele pretendia inicialmente que o motor funcionasse com combustíveis vegetais, com a esperança que os fazendeiros poderiam cultivar suas próprias fontes de combustível.
E85: Uma mistura de álcool que contém 85% de etanol e 15% de gasolina por volume, é o combustível alternativo mais usado nos EUA.
Emissões: Substâncias expelidas no ar durante a combustão, por exemplo, tudo aquilo que sai do seu carro.
Emissões de particulado: Partículas minúsculas de um sólido ou líquido, suspensas em um gás, ou as partículas finas de fuligem carbonada e outras moléculas orgânicas expelidas no ar durante a combustão.
Etanol: Um combustível produzido da fermentação de açúcares em carboidratos, derivados de cana-de-açucar, milho e grãos, madeira, ou dejetos animais. Tem um odor perfumado e é igual ao componente intoxicante de bebidas alcoólicas.
Gás carbônico (CO2): Um produto de combustão que age como um gás do efeito estufa na atmosfera da Terra, acumulando calor e contribuindo para a mudança do clima.
Glicerina: Co-produto do biodiesel, resultante do processo de transesterificação.
Metanol: Um combustível tipicamente derivado de gás natural, mas que pode ser produzido da fermentação de açúcares em biomassa.
Monóxido de carbono (CO): Um gás letal produzido por combustão incompleta de combustíveis que contêm carbono em motores de combustão interna. É incolor, inodoro, e insípido.
Motor diesel: Batizado com o nome do engenheiro alemão Rudolph Diesel, este motor de combustão interna e ignição por compressão funciona aquecendo combustíveis e os fazendo entrar em ignição. Pode usar diesel ou biocombustível.
Motor de injeção direta: Um motor diesel no qual o combustível é injetado diretamente no
cilindro. A maioria dos modelos mais novos é de "injeção direta turbo".
Motor de injeção indireta: Um modelo mais antigo de motor diesel no qual o combustível é injetado em uma pré-câmara, em parte carburado, e então enviado para a câmara de injeção de combustível.
Motor diesel Modificado / inalterado: Motores diesel tradicionais devem ser modificados para aquecer o óleo antes de alcançar o injetor de combustível para trabalhar com óleo vegetal puro. Modificado, qualquer motor diesel pode funcionar com óleo vegetal. Sem modificação, o óleo deve ser convertido primeiro em biodiesel.
Matéria-prima: A biomassa usada na criação de um biocombustível particular (por exemplo, milho ou cana-de-açúcar para etanol, soja ou pinhão-manso para biodiesel).
Gaseificação: Um processo químico ou calorífico utilizado para converter material carbonado -- carvão, petróleo, biomassa -- em seus componentes gasosos, monóxido de carbono e hidrogênio.
Gás para líquido (GPL): O processo de refino de gás natural e outros hidrocarbonetos em hidrocarbonetos de cadeia longa que podem ser usados para converter produtos gasosos em combustíveis.
Organismo geneticamente modificado (OGM): Um organismo cujo material genético foi modificado por tecnologia recombinante de DNA, alterando o fenótipo do organismo para cumprir especificações desejadas.
Ponto de gel: O ponto no qual um combustível líquido esfria até a consistência de geléia de petróleo.
Hidrocarboneto: Uma combinação química que contém uma estrutura de carbono com átomos de hidrogênio ligados àquela estrutura. O que nós nos referimos como petróleo é realmente hidrocarboneto líquido, extraído geologicamente, e hidrocarboneto geológico gasoso é o que nós conhecemos como gás natural.
Óxidos de nitrogênio: Produtos de combustão que contribui para a formação de fumaça e ozônio.
Óleo vegetal descartado: Óleo da frigideira mais próxima que é filtrado (porque pedaços de batatas e peixes não lubrificam tanto as câmaras) e usado em motores diesel modificados, ou convertido em biodiesel pelo processo de transesterificação e usado em qualquer carro diesel.
Óleo vegetal natural (OVN): Qualquer óleo vegetal que não foi otimizado pelo processo de transesterificação. Para usar este tipo de óleo vegetal em seu veículo diesel é necessário uma modificação do motor para aquecer o óleo antes de alcançar o injetor de combustível -- caso contrário, o óleo vegetal gruda com tempo frio. Basicamente, com seu veículo modificado, você poderia pegar uma garrafa de óleo de soja da mercearia, colocar no tanque, e sair por aí.
Selo combustível social: Conjunto de medidas específicas para estimular a inclusão social na agricultura. Onde as empresas produtoras de biodiesel devem comprar uma porcentagem de matéria-prima de agricultores familiares para terem direito a participarem dos leilões e conseguirem redução nos impostos.
Transesterificação: O processo químico no qual um álcool reage com os triglicérides no óleo vegetal ou gorduras animais, separando a glicerina e produzindo biodiesel.
Veículo flex-fuel: Um veículo que pode funcionar alternadamente com duas ou mais fontes de combustível. Isto inclui carros capazes de funcionar com gasolina e misturas de gasolina / etanol, assim como carros que podem funcionar com gasolina e gás natural.
Viscosidade: A capacidade de um líquido fluir. Quanto mais alta a viscosidade, mais lento os fluxos líquidos.
Site: http://www.biodieselbr.com

AGROENERGIA É DESTAQUE EM EVENTO REGIONAL
A agroenergia, fonte agrícola e de resíduos inclusive animais, será um dos temas do I Seminário do Centro Oeste de Energias Renováveis, que acontecerá em Goiânia, de 26 a 27de setembro de 2007, promovido pelo Estado de Goiás e que integra um conjunto de palestras sobre o setor.
Nada menos do que 20 dos mais renomados técnicos do Brasil discorrerão sobre o tema, que inclui a discussão dos cenários e das novas tecnologias da cana-de-açúcar, as opções e vantagens de cada uma das fontes de matérias primas para a produção de biodiesel e energias renováveis.
Indiscutivelmente, pelo menos até agora, que a cana-de-açúcar é a melhor fonte de matéria prima para a produção de etanol. Estudos adiantados, no entanto, apontam para o etanol proveniente da celulose. Para a produção de biodiesel, o leque se abre, pois há fontes de origem vegetal e também animal, incluindo as microalgas e os dejetos agropecuários (gorduras e sebos animais) e agroindustriais.
As pesquisas em andamento, o resultado prático, as melhores opções para cada uma das regiões do país, a relação custo/benefício, os cenários, as tendências, as perspectivas e as tecnologias já disponíveis. Todas estas e outras questões serão apresentadas e discutidas no evento que se realizará em Goiânia.

BIODIESEL
O biodiesel é um combustível para ser utilizado nos carros ou caminhões, feito a partir das plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal).
Atualmente o biodiesel vendido nos postos pelo Brasil possui 2% de biodiesel e 98% de diesel (B2). O biodiesel só pode ser usado em motores a diesel, portanto este combustível é um substituto do diesel.
Para se produzir biodiesel, o óleo retirado das plantas é misturado com álcool (ou metanol) e depois estimulado por um catalisador. O catalisador é um produto usado para provocar uma reação química entre o óleo e o álcool. Depois o óleo é separado da glicerina (usada na fabricação de sabonetes) e filtrado.
Existem muitas espécies vegetais no Brasil que podem ser usadas na produção do biodiesel, como o óleo de girassol, o amendoim, a mamona, a soja, entre outros.
Para que você entenda melhor esse processo, veja como funciona:
As mistura entre o biodiesel e o diesel mineral é conhecida pela letra B, mais o número que corresponde a quantidade de biodiesel na mistura, por exemplo, se uma mistura que tem 5% de biodiesel, é chamada B5, se tem 20% de biodiesel, é B20. Hoje nos postos em todo o Brasil é vendido o biodiesel B2.
A utilização do biodiesel puro ainda está sendo testada, se for usado só biodiesel (100%), sem misturar com o diesel mineral, vai se chamar B100.
Definição Geral: Combustível natural usado em motores diesel, produzido através de fontes renováveis, que atende as especificações da ANP.
Definição Geral estendida: Combustível renovável derivado de óleos vegetais, como girassol, mamona, soja, babaçu e demais oleaginosas, ou de gorduras animais, usado em motores a diesel, em qualquer concentração de mistura com o diesel. Produzido através de um processo químico que remove a glicerina do óleo.
Definição Técnica: Combustível composto de mono-alquilésteres de ácidos graxos de cadeia longa, derivados de óleos vegetais ou de gorduras animais e designado B100.
Definição da legislação brasileira: Biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil.
Biodiesel é o nome de um combustível alternativo de queima limpa, produzido de recursos domésticos, renováveis. O Biodiesel não contem petróleo, mas pode ser adicionado a ele formando uma mistura. Pode ser usado em um motor de ignição a compressão (diesel) sem necessidade de modificação. O Biodiesel é simples de ser usado, biodegradável, não tóxico e essencialmente livre de compostos sulfurados e aromáticos.
O Biodiesel é fabricado através de um processo químico chamado transesterificação onde a glicerina é separada da gordura ou do óleo vegetal. O processo gera dois produtos, ésteres ( o nome químico do biodiesel) e glicerina (produto valorizado no mercado de sabões).
O biodiesel de qualidade deve ser produzido seguindo especificações industrias restritas, a nível internacional tem-se a ASTM D6751. Nos EUA, o biodiesel é o único combustível alternativo a obter completa aprovação no Clean Air Act de 1990 e autorizado pela Agência Ambiental Americana (EPA) para venda e distribuição. Os óleos vegetais puros não estão autorizados a serem utilizados como óleo combustível.
O biodiesel pode ser usado puro ou em mistura com o óleo diesel em qualquer proporção. Tem aplicação singular quando em mistura com o óleo diesel de ultrabaixo teor de enxofre, porque confere a este, melhores características de lubricidade. É visto como uma alternativa excelente o uso dos ésteres em adição de 5 a 8% para reconstituir essa lubricidade.
Mundialmente passou-se a adotar uma nomenclatura bastante apropriada para identificar a concentração do Biodiesel na mistura. É o Biodiesel BXX, onde XX é a percentagem em volume do Biodiesel à mistura. Por exemplo, o B2, B5, B20 e B100 são combustíveis com uma concentração de 2%, 5%, 20% e 100% de Biodiesel, respectivamente.
A experiência de utilização do biodiesel no mercado de combustíveis tem se dado em quatro níveis de concentração:

• • Puro (B100)
• • Misturas (B20 – B30)
• • Aditivo (B5)
• • Aditivo de lubricidade (B2)


As misturas em proporções volumétricas entre 5% e 20% são as mais usuais, sendo que para a mistura B5, não é necessário nenhuma adaptação dos motores.
O biodiesel é perfeitamente miscível e físico quimicamente semelhante ao óleo diesel mineral, podendo ser usado em motores do ciclo diesel sem a necessidade de significantes ou onerosas adaptações.
Por ser biodegradável, não-tóxico e praticamente livre de enxofre e aromáticos, é considerado um combustível ecológico.
Como se trata de uma energia limpa, não poluente, o seu uso num motor diesel convencional resulta, quando comparado com a queima do diesel mineral, numa redução substancial de monóxido de carbono e de hidrocarbonetos não queimados.

BIODIESEL - USINAS EM GOIÁS

BIOMASSA
Através da fotossíntese, as plantas capturam energia do sol e transformam em energia química. Esta energia pode ser convertida em eletricidade, combustível ou calor. As fontes orgânicas que são usadas para produzir energias usando este processo são chamadas de biomassa.
Os combustíveis mais comuns da biomassa são os resíduos agrícolas, madeira e plantas como a cana-de-açúcar, que são colhidos com o objetivo de produzir energia. O lixo municipal pode ser convertido em combustível para o transporte, indústrias e mesmo residências.
Os recursos renováveis representam cerca de 20% do suprimento total de energia no mundo, sendo 14% proveniente de biomassa e 6% de fonte hídrica. No Brasil, a proporção da energia total consumida é cerca de 35% de origem hídrica e 25% de origem em biomassa, significando que os recursos renováveis suprem algo em torno de 2/3 dos requisitos energéticos do País.
Em condições favoráveis a biomassa pode contribuir de maneira significante para com a produção de energia elétrica. O pesquisador Hall, através de seus trabalhos, estima que com a recuperação de um terço dos resíduos disponíveis seria possível o atendimento de 10% do consumo elétrico mundial e que com um programa de plantio de 100 milhões de hectares de culturas especialmente para esta atividade seria possível atender 30% do consumo.
A produção de energia elétrica a partir da biomassa, atualmente, é muito defendida como uma alternativa importante para países em desenvolvimento e também outros países. Programas nacionais começaram a ser desenvolvidos visando o incremento da eficiência de sistemas para a combustão, gaseificação e pirólise da biomassa. Segundo pesquisadores, entre os programas nacionais bem sucedidos no mundo citam-se:
Sites relacionados: http://www.ambientebrasil.com.br


CÉLULA COMBUSTÍVEL
Célula a combustível (Fuel Cells) é uma tecnologia que utiliza o hidrogênio e o oxigênio para gerar eletricidade com alta eficiência, e também vapor d’água quente resultante do processo químico na célula a combustível. A importância da célula está na sua alta eficiência e na ausência de emissão de poluentes quando se utiliza o hidrogênio puro, além de ser silenciosa.
O seu principal combustível, o hidrogênio, pode ser obtido a partir de diversas fontes renováveis e também a partir de recursos fósseis, mas com muito menor impacto ambiental. Será em breve uma solução para a geração de energia no próprio local de consumo, desde uma indústria, residência, centros comerciais, além de sua utilização em automóveis, aviões, motos, ônibus e equipamentos portáteis, tal como o telefone celular e os laptops.
Pesquisas de desenvolvimento de CaCs estão sendo realizadas em todo o mundo por empresas de energia, montadoras de automóveis, fabricantes de equipamentos eletrônicos, universidades e centros de pesquisa especializados em energia alternativa, com o objetivo de diminuir os custos, as dimensões, aumentar a eficiência dos equipamentos e, para muitos países, diminuir a dependência de combustíveis fósseis, como o petróleo, assim como a dependência dos países do Oriente Médio, região com grande concentração e produção de petróleo e de instabilidades políticas, religiosas, econômicas e sociais.
No contexto internacional, verifica-se a adoção de ações visando ampliar o aproveitamento de energias renováveis com uma progressiva redução no uso dos combustíveis fósseis, reestruturando a produção, a distribuição, o uso da energia e incorporando novas tecnologias. Neste cenário, o papel do hidrogênio será fundamental.

Célula a Combustível de Óxido Sólido da GlobalThermoelectric.
Já foram investidos mais de dois bilhões de dólares pelas grandes indústrias automobilísticas no desenvolvimento de automóveis - carros, caminhões e ônibus - movidos por CaCs, prevendo-se a produção em massa para a nova geração de veículos movida a hidrogênio ainda no final desta década. A General Motors espera produzir até o ano de 2020, um milhão de automóveis a célula a combustível. Dentro de sete anos, será um mercado de 10 bilhões de dólares anuais.
Segundo o departamento de energia dos EUA, se o país utilizasse, em 10% da sua frota, veículos movidos por células a combustível, a economia em petróleo seria de 800.000 barris por dia. Esta quantia equivale a 13% das importações de petróleo deste país em 2003.
Há, portanto, um movimento em favor de uma economia baseada no hidrogênio, e não mais no petróleo. Uma nova infra-estrutura de armazenamento, distribuição e uso da energia deverá surgir como forma de distanciar o mundo de um regime energético baseado em combustíveis fósseis, limitando as emissões de CO2 a apenas duas vezes o nível pré-industrial, minimizando os efeitos do aquecimento global na biosfera do Planeta.

ENERGIA EÓLICA
A energia eólica é a energia obtida pelo movimento do ar (vento). É uma abundante fonte de energia, renovável, limpa e disponível em todos os lugares.
Os moinhos de vento foram inventados na Pérsia no séc. V. Eles foram usados para bombear água para irrigação. Os mecanismos básicos de um moinho de vento não mudaram desde então: o vento atinge uma hélice que ao movimentar-se gira um eixo que impulsiona uma bomba (gerador de eletricidade).
A energia dos ventos é uma abundante fonte de energia renovável, limpa e disponível em todos os lugares. A utilização desta fonte energética para a geração de eletricidade, em escala comercial, teve início há pouco mais de 30 anos e através de conhecimentos da indústria aeronáutica os equipamentos para geração eólica evoluíram rapidamente em termos de idéias e conceitos preliminares para produtos de alta tecnologia. No início da década de 70, com a crise mundial do petróleo, houve um grande interesse de países europeus e dos Estados Unidos em desenvolver equipamentos para produção de eletricidade que ajudassem a diminuir a dependência do petróleo e carvão. Mais de 50.000 novos empregos foram criados e uma sólida indústria de componentes e equipamentos foi desenvolvida. Atualmente, a indústria de turbinas eólicas vem acumulando crescimentos anuais acima de 30% e movimentando cerca de 2 bilhões de dólares em vendas por ano (1999).
Existem, atualmente, mais de 30.000 turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo, com capacidade instalada da ordem de 13.500 MW. No âmbito do Comitê Internacional de Mudanças Climáticas, está sendo projetada a instalação de 30.000 MW, por volta do ano 2030, podendo tal projeção ser estendida em função da perspectiva de venda dos "Certificados de Carbono".
Na Dinamarca, a contribuição da energia eólica é de 12% da energia elétrica total produzida; no norte da Alemanha (região de Schleswig Holstein) a contribuição eólica já passou de 16%; e a União Européia tem como meta gerar 10% de toda eletricidade a partir do vento até 2030.
No Brasil, embora o aproveitamento dos recursos eólicos tenha sido feito tradicionalmente com a utilização de cata-ventos multipás para bombeamento d"água, algumas medidas precisas de vento, realizadas recentemente em diversos pontos do território nacional, indicam a existência de um imenso potencial eólico ainda não explorado.
Grande atenção tem sido dirigida para o Estado do Ceará por este ter sido um dos primeiros locais a realizar um programa de levantamento do potencial eólico através de medidas de vento com modernos anemógrafos computadorizados. Entretanto, não foi apenas na costa do Nordeste que áreas de grande potencial eólico foram identificadas. Em Minas Gerais, por exemplo, uma central eólica está em funcionamento, desde 1994, em um local (afastado mais de 1000 km da costa) com excelentes condições de vento.
A capacidade instalada no Brasil é de 20,3 MW, com turbinas eólicas de médio e grande portes conectadas à rede elétrica. Além disso, existem dezenas de turbinas eólicas de pequeno porte funcionando em locais isolados da rede convencional para aplicações diversas - bombeamento, carregamento de baterias, telecomunicações e eletrificação rural.
Sites Relacionados: http://www.eolica.com.br - http://www.ambientebrasil.com.br


ENERGIA GEOTÉRMICA
A energia geotérmica existe desde que o nosso planeta foi criado. Geo significa terra e térmica está ligada a quantidade de calor. Abaixo da crosta terrestre constitue-se uma rocha líquida, o magma. A crosta terrestre flutua nesse magma, que por vezes atinge a superfície através de um vulcão ou de uma fenda.
Os vulcões, as fontes termais e as fumarolas são manifestações conhecidas desta fonte de energia. O calor da terra pode ser aproveitado para usos diretos, como o aquecimento de edifícios e estufas ou para a produção de eletricidade em centrais geotérmicas.
Em Portugal, existem alguns aproveitamentos diretos, como o caso da Central Geotérmica em São Miguel (Açores).
Origem: A água contida nos reservatórios subterrâneos pode aquecer ou mesmo ferver quando em contato com o magma. Existem locais onde a água quente sobe até a superfície terrestre, formando pequenos lagos. A água é utilizada para aquecer prédios, casas, piscinas no inverno, e até para produzir eletricidade. Em alguns lugares do planeta, existe tanto vapor e água quente que é possível produzir energia elétrica. A temperatura da água quente pode ser maior que 2000 C.
Abrem-se buracos fundos no chão até chegar aos reservatórios de água e vapor, estes são drenados até a superfície por meio de tubos e canos apropriados. Através desses tubos o vapor é conduzido até a central elétrica geotérmica. Tal como uma central elétrica normal, o vapor faz girar as lâminas da turbina como uma ventoinha. A energia mecânica da turbina é transformada em energia elétrica através de um gerador. A diferença dessas centrais elétricas é que não é necessário queimar um combustível para produzir eletricidade. Após passar pela turbina, o vapor é conduzido para um tanque onde será resfriado. A água que se forma será novamente canalizada para o reservatório onde será naturalmente aquecida pelas rochas quentes.
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ENERGIA HÍDRICA / ELÉTRICA
É a energia proveniente do movimento das águas. Ela é produzida por meio do aproveitamento do potencial hidráulico existente num rio, utilizando desníveis naturais, como quedas de água, ou artificiais, produzidos pelo desvio do curso original do rio.
Origem: Normalmente constroem-se diques que represam o curso da água, acumulando-a num reservatório a que se chama barragem. Esse tipo de usina hidráulica é denominado Usina com Reservatório de Acumulação. Em outros casos, existem diques que não param o curso natural da água, mas a obrigam a passar pela turbina de forma a produzir eletricidade, denominando-se Usinas a Fio de Água.
Quando se abrem as comportas da barragem, a água presa passa pelas lâminas da turbina fazendo-a girar. A partir do movimento de rotação da turbina o processo repete-se, ou seja, o gerador ligado à turbina transforma a energia mecânica em eletricidade.
A energia elétrica gerada é levada através de cabos ou barras condutoras dos terminais do gerador até o transformador elevador, onde tem sua tensão (voltagem) elevada para adequada condução, através de linhas de transmissão, até os centros de consumo. Desta forma, através de transformadores abaixadores, a energia tem sua tensão levada a níveis adequados para o consumo.
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ENERGIA MAREOMOTRIZ
As ondas do mar possuem energia cinética devido ao movimento da água e energia potencial devido à sua altura. Energia elétrica pode ser obtida se for utilizado o movimento oscilatório das ondas. O aproveitamento é feito nos dois sentidos: na maré alta a água enche o reservatório, passando através da turbina, e produzindo energia elétrica, na maré baixa a água esvazia o reservatório, passando novamente através da turbina, agora em sentido contrário ao do enchimento, e produzindo energia elétrica.
A desvantagem de se utilizar este processo na obtenção de energia é que o fornecimento não é contínuo e apresenta baixo rendimento. As centrais são equipadas com conjuntos de turbinas bolbo, totalmente imersas na água. A água é turbinada durante os dois sentidos da maré, sendo de grande vantagem a posição variável das pás para este efeito. No entanto existem problemas na utilização de centrais de energia das ondas, que requerem cuidados especiais: as instalações não podem interferir com a navegação e têm que ser robustas para poder resistir às tempestades mas ser suficientemente sensíveis para ser possível obter energia de ondas de amplitudes variáveis. Esta energia é proveniente das ondas do mar. O aproveitamento energético das marés é obtido através de um reservatório formado junto ao mar, através da construção de uma barragem, contendo uma turbina e um gerador.
A maioria das instalações de Centrais de energia das ondas existentes são de potência reduzida, situando-se no alto mar ou junto à costa, e para fornecimento de energia elétrica a faróis isolados ou carregamento de baterias de bóias de sinalização. As instalações de centrais de potência média apenas têm interesse econômico em casos especiais de geometria da costa. O número de locais no mundo em que esta situação ocorre é reduzido.
As marés são o resultado da combinação de forças produzidas pela atração do sol e da lua e do movimento de rotação da Terra leva à subida e descida da água dos oceanos e mares: as marés. Os movimentos verticais da água dos oceanos, associados à subida e descida das marés é acompanhado num movimento horizontal, denominado por correntes das marés. Estas correntes têm uma periodicidade idêntica à das oscilações verticais. Efeitos das zonas terrestres (bacias hidrográficas e baías, estreitos e canais) provocam restrições a estes movimentos periódicos podendo daí resultar elevadas amplitudes ou elevadas velocidades da corrente da maré.
Nos países como a França, o Japão e a Inglaterra este tipo de energia gera eletricidade. No Brasil, temos cidades com grandes amplitudes de marés, como São Luís - Baía de São Marcos, no Maranhão - com 6,8 metros e em Tutóia com 5,6 metros. Mas nestas regiões, infelizmente, a topografia do litoral não favorece a construção econômica de reservatórios, o que impede seu aproveitamento.

ENERGIA SOLAR
O sol é fonte de energia renovável, o aproveitamento desta energia tanto como fonte de calor quanto de luz, é uma das alternativas energéticas mais promissoras para enfrentarmos os desafios do novo milênio.
A energia solar é abundante e permanente, renovável a cada dia, não polui e nem prejudica o ecossistema. A energia solar é a solução ideal para áreas afastadas e ainda não eletrificadas, especialmente num país como o Brasil onde se encontram bons índices de insolação em qualquer parte do território.
A Energia Solar soma características vantajosamente positivas para o sistema ambiental, pois o Sol, trabalhando como um imenso reator à fusão irradia na terra todos os dias um potencial energético extremamente elevado e incomparável a qualquer outro sistema de energia, sendo a fonte básica e indispensável para praticamente todas as fontes energéticas utilizadas pelo homem.
O Sol irradia anualmente o equivalente a 10.000 vezes a energia consumida pela população mundial neste mesmo período. Para medir a potência é usada uma unidade chamada quilowatt. O Sol produz continuamente 390 sextilhões (390x1021) de quilowatts de potência. Como o Sol emite energia em todas as direções, um pouco desta energia é desprendida, mas mesmo assim, a Terra recebe mais de 1.500 quatrilhões (1,5x1018) de quilowatts-hora de potência por ano.
A energia solar é importante na preservação do meio ambiente, pois tem muitas vantagens sobre as outras formas de obtenção de energia, como: não ser poluente, não influir no efeito estufa, não precisar de turbinas ou geradores para a produção de energia elétrica, mas tem como desvantagem a exigência de altos investimentos para o seu aproveitamento. Para cada um metro quadrado de coletor solar instalado evita-se a inundação de 56 metros quadrados de terras férteis, na construção de novas usinas hidrelétricas. Uma parte do milionésimo de energia solar que nosso país recebe durante o ano poderia nos dar 1 suprimento de energia equivalente a:
*54% do petróleo nacional
*2 vezes a energia obtida com o carvão mineral
*4 vezes a energia gerada no mesmo período por uma usina hidrelétrica.

Energia Solar Fototérmica: Está diretamente ligado na quantidade de energia que um determinado corpo é capaz de absorver, sob a forma de calor, a partir da radiação solar incidente no mesmo. A utilização dessa forma de energia implica saber captá-la e armazená-la. Os coletores solares são equipamentos que tem como objetivo específico de se utilizar a energia solar fototérmica.
Os coletores solares são aquecedores de fluídos (líquidos ou gasosos) e são classificados em coletores concentradores e coletores planos em função da existência ou não de dispositivos de concentração da radiação solar. O fluído aquecido é mantido em reservatórios termicamente isolados até o seu uso final (água aquecida para banho, ar quente para secagem de grãos, gases para acionamento de turbinas, etc.).
Os coletores solares planos são largamente utilizados para aquecimento de água em residências, hospitais, hotéis etc. devido ao conforto proporcionado e à redução do consumo de energia elétrica.

Arquitetura Bioclimática: A Arquitetura Bioclimática é o estudo que visa harmonizar as concentrações ao clima e características locais, pensando no homem que habitará ou trabalhará nelas, e tirando partido da energia solar, através de correntes convectivas naturais e de micro climas criados por vegetação apropriada. É a adoção de soluções arquitetônicas e urbanísticas adaptadas às condições específicas (clima e hábitos de consumo) de cada lugar, utilizando a energia que pode ser diretamente obtida das condições locais.
Beneficia-se da luz e do calor provenientes da radiação solar incidente. A intenção do uso da luz solar, que implica em redução do consumo de energia para iluminação, condiciona o projeto arquitetônico quanto à sua orientação espacial, quanto às dimensões de abertura das janelas e transparência na cobertura das mesmas. A intenção de aproveitamento do calor provenientes do sol implica seleção do material adequado (isolante ou não conforme as condições climáticas) para paredes, vedações e coberturas superiores, e orientação espacial, entre outros fatores.
A arquitetura bioclimática não se restringe a características arquitetônicas adequadas. Preocupa-se, também, com o desenvolvimento de equipamentos e sistemas que são necessários ao uso da edificação (aquecimento de água, circulação de ar e de água, iluminação, conservação de alimentos entre outros) e com o uso de materiais de conteúdo energético tão baixo quanto possível.

Energia Solar Fotovoltaica: A Energia Solar Fotovoltaica é a energia da conversão direta da luz em eletricidade (Efeito Fotovoltaico). O efeito fotovoltaico é o aparecimento de uma diferença de potencial nos extremos de uma estrutura de material semicondutor, produzida pela absorção da luz. A célula fotovoltaica é a unidade fundamental do processo de conversão.
Atualmente o custo das células solares é um grande desafio para a indústria e o principal empecilho para a difusão dos sistemas fotovoltaicos em larga escala. A tecnologia fotovoltaica está se tornando cada vez mais competitiva, tanto porque seus custos estão decrescendo, quanto porque a avaliação dos custos das outras formas de geração está se tornando mais real, levando em conta fatores que eram anteriormente ignorados, como a questão dos impactos ambientais.
O atendimento de comunidades isoladas tem impulsionado a busca e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia. No Brasil, por exemplo, 15% da população não possuem acesso à energia elétrica. Coincidentemente, esta parcela da população vive em regiões onde o atendimento por meio da expansão do sistema elétrico convencional é economicamente inviável. Trata-se de núcleos populacionais esparsos e pouco densos, típicos das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
No Brasil a geração de energia elétrica por conversão fotovoltaica teve um impulso notável, através de projetos privados e governamentais, atraindo interesse de fabricantes pelo mercado brasileiro. A quantidade de radiação incidente no Brasil é outro fator muito significativo para o aproveitamento da energia solar.

ETANOL
É o mais comum dos álcoois e caracteriza-se por ser um composto orgânico, obtido através da fermentação de substâncias amiláceas ou açucaradas, como a sacarose existente no caldo-de-cana, e também mediante a processos sintéticos. É um líquido incolor, volátil, inflamável, solúvel em água, com cheiro e sabor característicos. Segundo algumas pesquisas, pode ser produzido através de biomassa (resíduos agrícolas e florestais).
Origem: A cultura da cana-de-açúcar parece ter tido origem na Nova Guiné, onde através de migrações antigas, expandiu-se para as Ilhas Solomon, Novas Hébridas e Nova Caledônia, Indonésia, Filipinas e Norte da Índia. Mais tarde, Alexandre, o Grande, levou-a para a Europa e depois transportada para o continente Americano.Primeiramente o álcool etílico foi utilizado para a fabricação de bebidas alcoólicas.
O álcool etílico é utilizado como combustível desde o nascimento dos automóveis, na tentativa de adaptar os motores recém inventados para a utilização do etanol. Desde então e até nos dias de hoje, o uso do etanol em veículos automotores tem sido um considerável avanço.

PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS - PCH
Como o próprio nome indica, uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) é uma usina hidrelétrica convencional, só que de pequeno porte. Enquanto Itaipú tem uma potência instalada de 12.600 MW, as PCH"s não passam de 30 MW.
O funcionamento é o mesmo: a força da água gira pás de turbinas que, ligadas à geradores, geram eletricidade. A diferença é que enquanto as grandes usinas se baseiam no represamento de rios, formando grandes lagos, as PCH"s operam em "fios d"água", podendo ser instaladas em uma grande variedade de locais.
Já contanto com profissionais qualificados e com indústrias tecnicamente adequadas para desenvolvê-las, as PCH são apontadas como uma das principais energias alternativas a se expandirem no Brasil. Isso porque o país, que em 2005 obteve 77,1% da sua energia elétrica a partir da força das águas, pode aproveitar ainda mais esse potencial com o uso de PCH"s.
Por outro lado, por não ter grandes reservatórios, as PCH"s têm sua eficiência prejudicada pela variação do volume d"água, encarecendo a produção. Mas essa desvantagem traz um benefício ambiental: não criar lagos gigantescos significa também uma grande preservação do meio ambiente.
Somente Itaipú alagou uma área de 1.350 quilômetros quadrados, destruindo as conhecidas Sete Quedas do Iguaçu, um patrimônio natural. Já a usina de Tucuruí, no Amazonas, colocou 2.430 quilômetros quadrados de floresta Amazônica debaixo d"água, uma área equivalente a 607 campos de futebol.
As mais novas usinas hidrelétricas do Brasil têm apresentado uma relação área alagada/capacidade energética cada vez menor, e as PCH"s surgem como uma alternativa ambientalmente adequada. Os lagos criados pelas pequenas centrais não ultrapassam 3 km².
Apesar de, por definição, terem uma potência inferior a 30 MW, as PCH têm ganho destaque pela possibilidade de explorarem o imenso potencial hidrelétrico do país com danos ambientais reduzidos. A grande diferença é que ao contrário das grandes usinas, a área alagada é muito menor, sendo inferior a 3 km².

RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
O colapso do saneamento ambiental no Brasil chegou a níveis insuportáveis. A falta de água potável e de esgotamento sanitário é responsável, hoje, por 80% das doenças e 65% das internações hospitalares. Além disso, 90% dos esgotos domésticos e industriais são despejados sem qualquer tratamento nos mananciais de água. Os lixões, muitos deles situados às margens de rios e lagoas, são outro foco de problemas. O debate sobre o tratamento e a disposição de resíduos sólidos urbanos ainda é negligenciado pelo Poder Público.
Lixo é todo e qualquer resíduo sólido resultante das atividades diárias do homem em sociedade. Pode encontrar-se nos estados sólido, líquido e gasoso. Como exemplo de lixo temos as sobras de alimentos, embalagens, papéis, plásticos e outros.
A definição de LIXO como material inservível e não aproveitável é, na atualidade, com o crescimento da indústria da reciclagem, considerada relativa, pois um resíduo poderá ser inútil para algumas pessoas e, ao mesmo tempo, considerado como aproveitável para outras.

CLASSIFICAÇÃO

Segundo o critério de origem e produção, o lixo pode ser classificado da seguinte maneira:
• Doméstico: gerado basicamente em residências;
• Comercial: gerado pelo setor comercial e de serviços;
• Industrial: gerado por indústrias (classe I, II e III);
• Hospitalares: gerado por hospitais, farmácias, clínicas, etc.;
• Especial: podas de jardins, entulhos de construções e animais mortos.
De acordo com a composição química, o lixo pode ser classificado em duas categorias:
• Orgânico
• Inorgânico.

DESTINO DO LIXO

Resíduo Descartado Sem Tratamento:
Caso o lixo não tenha um tratamento adequado, ele acarretará sérios danos ao meio ambiente:
1º - POLUIÇÃO DO SOLO: alterando suas características físico-químicas, representará uma séria ameaça à saúde pública tornando-se ambiente propício ao desenvolvimento de transmissores de doenças, além do visual degradante associado aos montes de lixo.
2º - POLUIÇÃO DA ÁGUA: alterando as características do ambiente aquático, através da percolação do líquido gerado pela decomposição da matéria orgânica presente no lixo, associado com as águas pluviais e nascentes existentes nos locais de descarga dos resíduos.
3º - POLUIÇÃO DO AR: provocando formação de gases naturais na massa de lixo, pela decomposição dos resíduos com e sem a presença de oxigênio no meio, originando riscos de migração de gás, explosões e até de doenças respiratórias, se em contato direto com os mesmos.
Resíduo descartado com tratamento:
A destinação final e o tratamento do lixo podem ser realizados através dos seguintes métodos:
• Aterros sanitários (disposição no solo de resíduos domiciliares);
• Reciclagem energética (incineração ou queima de resíduos perigosos, com
reaproveitamento e transformação da energia gerada);
• Reciclagem orgânica (compostagem da matéria orgânica);
• Reciclagem industrial (reaproveitamento e transformação dos materiais
recicláveis);
• Esterilização a vapor e desinfecção por microondas (tratamento dos resíduos
patogênicos, sépticos, hospitalares).
OBS.-Programas educativos ou processos industriais que tenham como objetivo a redução da quantidade de lixo produzido, também podem ser considerados como formas de tratamento.

ATERROS SANITÁRIOS

Esclarecemos inicialmente que existe uma enorme diferença operacional, com reflexos ambientais imediatos, entre Lixão e Aterro Sanitário.
O Lixão representa o que há de mais primitivo em termos de disposição final de resíduos. Todo o lixão coletado é transportado para um local afastado e descarregado diretamente no solo, sem tratamento algum.
Assim, todos os efeitos negativos para a população e para o meio ambiente, vistos anteriormente, se manifestarão. Infelizmente, é dessa forma que a maioria das cidades brasileiras ainda "trata" os seus resíduos sólidos domiciliares.
O Aterro Sanitário é um tratamento baseado em técnicas sanitárias (impermeabilização do solo/compactação e cobertura diária das células de lixo/coleta e tratamento de gases/coleta e tratamento do chorume), entre outros procedimentos técnico-operacionais responsáveis em evitar os aspectos negativos da deposição final do lixo, ou seja, proliferação de ratos e moscas, exalação do mau cheiro, contaminação dos lençóis freáticos, surgimento de doenças e o transtorno do visual desolador por um local com toneladas de lixo amontoado.
Entretanto, apesar das vantagens, este método enfrenta limitações por causa do crescimento das cidades, associado ao aumento da quantidade de lixo produzido.
O sistema de aterro sanitário precisa ser associado à coleta seletiva de lixo e à reciclagem, o que permitirá que sua vida útil seja bastante prolongada, além do aspecto altamente positivo de se implantar uma educação ambiental com resultado promissores na comunidade, desenvolvendo coletivamente uma consciência ecológica, cujo resultado é sempre uma maior participação da população na defesa e preservação do meio ambiente.
As áreas destinadas para implantação de aterros têm uma vida útil limitada e novas áreas são cada vez mais difíceis de serem encontradas próximas aos centros urbanos. Aperfeiçoam-se os critérios e requisitos analisados nas aprovações dos Estudos de Impacto Ambiental pelos órgãos de controle do meio ambiente; além do fato de que os gastos com a sua operação se elevam, com o seu distanciamento.
Devido a suas desvantagens, a instalação de Aterros Sanitários deve planejada sempre associada à implantação da coletiva seletiva e de uma indústria de reciclagem, que ganha cada vez mais força.

COMPOSTAGEM

A compostagem é uma forma de tratamento biológico da parcela orgânica do lixo, permitindo uma redução de volume dos resíduos e a transformação destes em composto a ser utilizado na agricultura, como recondicionante do solo. Trata-se de uma técnica importante em razão da composição do lixo urbano do Brasil.
Pode enfrentar dificuldades de comercialização dos compostos em razão do comprometimento dos mesmos por contaminantes, tais como metais pesados existentes no lixo urbano, e possíveis aspectos negativos de cheiro no pátio de cura.

INCINERAÇÃO

Este tratamento é baseado na combustão (queima) do lixo.
É um processo que demanda custos bastante elevados e a necessidade de um super e rigoroso controle da emissão de gases poluentes gerados pela combustão.
O sistema de incineração do lixo vem sendo abandonado, pois além das despesas extraordinárias com a sua implantação e monitoramento da poluição gerada, implica também em relegar para segundo plano a coleta seletiva e a reciclagem, que são processos altamente educativos.
Não fossem essas desvantagens, a incineração seria um tratamento adequado para resíduos sólidos de alta periculosidade, como o lixo hospitalar, permitindo reduzir significativamente o volume do lixo tratado e não necessitar de grandes áreas quando comparada aos aterros sanitários; além da possibilidade do aproveitamento da energia gerada na combustão.
A corrida desenfreada na produção de bens de consumo pelo ser humano associada à escassez de recursos não-renováveis e contaminação do meio ambiente, leva-o a ser o maior predador do universo.
Este problema tem despertado no ser humano o pensar mais profundamente sobre a reciclagem e reutilização de produtos que simplesmente seriam considerados inservíveis.
A reciclagem e a reutilização estão sendo vistas como duas importantes alternativas para a redução de quantidade de lixo no futuro, criando com isso bons hábitos de preservação do meio ambiente. O que nos leva a economizar matéria-prima e energia.

Em países desenvolvidos, como o Japão, a reciclagem e reutilização já vem sendo incentivadas e realizadas há vários anos, com resultados positivos.

No Brasil já temos grupos que estão atentos aos problemas mencionados e buscando alternativas para resolvê-los. Indústrias nacionais e subsidiárias estrangeiras já iniciaram programas de substituição de embalagens descartáveis, dando lugar e materiais recicláveis. As prefeituras das cidades de São Paulo e Curitiba já iniciaram programas de coleta seletiva do lixo contando para isto, com o apoio da população que já está sensível a estas questões.

Mesmo que a prefeitura de sua cidade não tenha instituído a coleta de lixo seletiva, separe em 2 recipientes: os recicláveis (papel, jornal, plástico, vidros, ETC.) e os que não são.

OS 3 Rs PARA CONTROLE DO LIXO

Os 3Rs para controle do lixo são REDUZIR, REUTILIZAR e RECICLAR. Reduzindo e reutilizando se evitará que maior quantidade de produtos se transformem em lixo. Reciclando se prolonga a utilidade de recursos naturais, além de reduzir o volume de lixo.

EXEMPLOS:
a) Cacos de vidros são usados na fabricação de novos vidros, o que permite a economia de energia.
b) O reaproveitamento do plástico ajuda a poupar petróleo e, portanto, dinheiro.
c) Reciclar Papel, além da economia, significa menos árvores derrubadas.

REDUZIR:

Reduzir o lixo em nossas casas, implica em reduzir o consumo de tudo o que não nos é realmente necessário. Isto significa rejeitar produtos com embalagens plásticas e isopor, preferindo as de papelão que são recicláveis, que não poluem o ambiente e desperdiçam menos energia.

REUTILIZAR:

Reutilizar significa usar um produto de várias maneiras. Como exemplos :
a) reutilizar depósitos de plásticos ou vidro para outros fins, como plantar, fazer brinquedos;
b) reutilizar envelopes, colocando etiquetas adesivas sobre o endereço do remetente e destinatário;
c) aproveitar folhas de papel rasuradas para anotar telefones, lembretes, recados;
d) instituir a Feira de Trocas para reciclar, aproveitando ao máximo os bens de consumo, como: roupas, discos, calçados, móveis.

RECICLAR:

Reciclar é uma maneira de lidar com o lixo de forma a reduzir e reusar. Este processo consiste em fazer coisas novas a partir de coisas usadas. A reciclagem reduz o volume do lixo, o que contribui para diminuir a poluição e a contaminação, bem como na recuperação natural do meio ambiente, assim como economiza os materiais e a energia usada para fabricação de outros produtos.

Três setas compõem o símbolo da Reciclagem, cada uma representa um grupo de pessoas que são indispensáveis para garantir que a reciclagem ocorra. A primeira seta representa os produtores, as empresas que fazem o produto. Eles vendem o produto para o consumidor, que representa a segunda seta. Após o produto ser usado ele pode ser reciclado. A terceira seta representa as companhias de reciclagem que coletam os produtos recicláveis e através do mercado, vendem de volta o material usado para o produtor transformá-lo em novo
produto.

GESTÃO E GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Um dos maiores problemas enfrentados por uma administração, seja ela, pública ou privada, é o dos resíduos, o qual é produzido por diversas atividades humanas e gera problemas políticos, sociais, econômicos, ambientais e de saúde
No gerenciamento de resíduos sólidos existem muitas variáveis envolvidas, que dificultam a tomada de decisões para implantação de políticas públicas direcionadas aos resíduos.
Entende-se como gestão de resíduos sólidos, todas as normas e leis relacionadas a estes. Dentro do gerenciamento, destacam-se as questões de responsabilidade e o envolvimento dos setores da sociedade em relação à geração de resíduos. O gerenciamento de resíduos está associado às medidas de prevenção e correção dos problemas, vislumbrando a preservação dos recursos naturais, a economia de insumos e energia e a minimização da poluição ambiental.
A própria definição de resíduos sólidos, publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, através da NBR (10.004), dimensiona a complexidade e a diversidade de setores que envolvem a questão dos resíduos. Esta norma define resíduos sólidos como “aqueles resíduos nos estados sólido ou semi-sólido, que resultam de atividades da comunidade de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola e de varrição...”
Especificamente sobre resíduos sólidos urbanos (que incluem as atividades domésticas e comerciais) o Brasil possui tecnologias compatíveis com países do primeiro mundo que poderiam ser implementadas. No entanto, a ausência de políticas públicas e a ineficácia dos instrumentos legais têm colaborado para a precariedade do setor.
Nota-se, no entanto, que a questão é tratada de forma bastante diferenciada pelas regiões do país, em algumas, o gerenciamento de resíduos resume-se a coleta e disposição em lixões a céu aberto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com relação aos aspectos regulatórios, pode-se concluir que a legislação brasileira ainda é bastante genérica e dispersa, e às vezes, impraticável devido á falta de instrumentos adequados ou de recursos que viabilizam sua implementação. Faltam definições políticas e diretrizes que integram os três níveis de governo (federal, estadual e municipal). Devido à importância dessa questão, é necessário e urgente que se institua a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que está em trâmite no Congresso Nacional desde 1991. Somente assim, criando-se uma política que defina, claramente, diretrizes, arranjos institucionais e sistematizando a articulação entre instrumentos regulatórios e financeiros é que se poderá, de fato, garantir a eficácia neste campo, trazendo benefícios à população e, em muitos casos, contribuindo para o mix de energia do país através da geração energética a partir do lixo.

Saiba mais:
http://www.ecolnews.com.br/lixo.htm
http://www.cempre.org.br
http://www.revistasustentabilidade.com.br/sustentabilidade/artigos/gestao-e-gerenciamento-de-residuos-solidos-urbanos-no-brasil


   
   
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